POR DAVID DA COSTA COELHO



O que levou ao golpe foi uma série de fatores históricos como a provável terceira guerra mundial, que não houve em face de acordos e o apoio intelectual de John Nash e a teoria dos jogos, e também a doutrina MONROE; Como resposta a Santa Aliança de 1815, pacto feito entre alguns países europeus que pregava a manutenção de monarquias absolutistas na Europa. na realidade  os poderosos se unem sempre para manterem no poder.



E isso incluiria também, a tentativa de recolonizar os países americanos que haviam se tornado independentes. Com a doutrina, o presidente americano James Monroe elaborou um documento, aprovado pelo Congresso norte-americano em 02 de dezembro de 1823, no qual pregava a não-intervenção dos países europeus nas nações americanas, e o restante do continente seria então um quintal dos EUA, pois era já na época uma super potência; inferior apenas a Inglaterra, mas que em breve, tomaria dela este posto após a guerra da secessão.



A Doutrina Monroe, tornou se o pilar das relações dos Estados Unidos para com o mundo daquela época e de hoje, e é também um dos motivos da tentativa frustrada de destituir Fidel castro e impedir a influência da URSS nas Américas durante a guerra fria, e o possível contágio deveria ser evitados aos demais membros do continente, daí os inúmeros golpes militares direitistas nas Américas com apoio dos EUA, com o apoio das direitas locais, e também com apoio, como sempre, da corrupta igreja católica manipulando o gado e ovelhas, digo fiéis, contra os ‘comunistas’ comedores de criancinhas...






Sabemos o resultado disso nas repúblicas ao nosso redor, e no brasil?


Veremos assim que terminar esse questionário da ditadura militar:


QUESTIONÁRIO DA DITADURA MILITAR 
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1] QUAIS OS ANTECEDENTES DA DITADURA MILITAR NO BRASIL?
R: Esgotamento do populismo: manifestações de massa, greves, agravamento de tensões sociais. Temor dos EUA com a possibilidade de “novas revoluções cubanas” na América Latina. Apoio de setores civis conservadores ao golpe militar. Doutrina de Segurança Nacional é assimilada pelo exército: Guerra total contra o comunismo.
2] QUAIS FORAM AS CAUSAS DA DITADURA MILITAR NO BRASIL?
R: Crise política: a saída de Jânio Quadros (1961) somada aos posicionamentos do governo Jango. Setores conservadores, aliados dos militares, deram início à campanha de desestabilização do governo. As “Reformas de Base” foram duramente combatidas pela elite. Em 31 de março de 1964, o golpe militar derrubou Jango. A partir do golpe, os militares passaram a desmobilizar quaisquer focos de luta popular. As organizações trabalhistas, como a CGT; as organizações estudantis (UNE); as Ligas Camponesas e os movimentos de base da Igreja Católica (JOC) passaram a ser duramente perseguidos e reprimidos.

3] QUAIS AS MEDIDAS TOMADAS PELO NOVO GOVERNO  MILITAR APÓS O GOLPE?
R: Logo após o golpe, ficou claro que os militares se estabeleceriam no poder. Embora o movimento tivesse contado com o apoio de civis – UDN, os militares não pretendiam entregar o poder. Em abril de 1964 foi editado o ATO INSTITUCIONAL nº 1. Ato institucional: Conjunto de leis promulgado sem a necessidade de aprovação popular ou pelo Congresso Nacional – Mecanismo ditatorial de controle do poder de Estado. Os militares optaram pelo alinhamento ao bloco ocidental (EUA) – Os norte americanos prontamente reconheceram o governo militar logo após o golpe.
4] QUAIS AS MEDIDAS DITATORIAIS SURGIRAM APÓS O AI-1?
R: Nomeação do Gen. Humberto de Allencar Castello Branco para a Presidência. As constituições estaduais e a federal seriam mantidas. A eleição do presidente e vice passaria a ser efetuada pelo Congresso Nacional. O presidente passava a ter amplos poderes para remeter ao Congresso “sugestões” para a reforma da Constituição de 1946. As investigações contra crimes contra o Estado ou a Ordem Pública, política e social, poderiam ser instauradas contra indivíduos ou coletivamente. Os Comandantes-em-Chefe das Forças Armadas, que assinavam o AI-1, poderiam caçar direitos políticos pelo prazo de 10 anos e anular mandatos legislativos.
5] QUAIS AS MEDIDAS TOMADAS PELO NOVO GOVERNO  MILITAR CONTRA OS REPRESENTANTES DO ANTIGO POPULISMO?
R:  Foram cassados pelo governo, constavam dessa lista inicial: João Goulart, Jânio Quadros, Miguel Arraes, Leonel Brizola, Luís Carlos Prestes, Celso Furtado, Darcy Ribeiro, etc.
6] APÓS TAIS MEDIDAS, QUAL FOI A REAÇÃO DAS URNAS PARA COM O GOVERNO?
R: Em 1966, a oposição saiu vitoriosa nas eleições estaduais em Minas e Rio de Janeiro. O governo reagiu, editando o AI-2. O AI-2 colocava fim em todos os partidos políticos existentes e autorizava a formação de apenas duas legendas: a ARENA (Aliança Renovadora Nacional) e o MDB (Movimento Democrático Brasileiro). A reação popular contra a arbitrariedade foi imediata. Nas ruas, renasceu o movimento estudantil. Movimentos e passeatas tomaram conta dos centros urbanos. O governo respondeu com violência e truculência.
7] COMO FOI O GOVERNO DE CASTELO BRANCO (1964-1967)?
R: O governo procurava, no setor econômico, uma forma de conter a inflação que chegava aos 100% ao ano. Assim, lança o PAEG – Plano de Ação Econômica do Governo: Abertura para o capital exterior, consolidando uma fórmula tipicamente exportadora – altas na balança comercial. Controle nas linhas de crédito para o setor privado.
Redução dos gastos públicos. Contenção dos salários. Fim da estabilidade (10 anos) – Criação do FGTS. FGTS faz “girar” os financiamentos no BNH. Revogação da “Lei de remessa de Lucros”, editada em 1962 pelo governo João Goulart.
8] O PAEG DEU CERTO?
R: Para o que ele se propunha, sim, foi bem-sucedido. A inflação caiu. O preço social disso é que representa problema. Para começar, os investidores estrangeiros ficaram mais tranquilos: não havia mais ameaça de nacionalismo, nem de greves e muito menos de socialismo. O novo governo tinha eliminado as restrições ao capital estrangeiro. O FMI, feliz com o Brasil militar, também emprestou dinheiro, E nós vimos que ajuda do FMI era uma espécie de garantia para que outros banqueiros confiassem no país. Fim da luta de classes pela via do aniquilamento da representatividade trabalhista.
9] QUER DIZER ENTÃO QUE UMA DITADURA CONSEGUE ESTABILIDADE?
R: Essa pergunta necessita de outra: de que tipo de estabilidade estamos falando? Quando examinamos as estatísticas econômicas percebemos que a estabilidade teve um preço: o aumento de exploração da força de trabalho.
10] QUAIS AS NOVAS MEDIDAS DITATORIAIS SURGIRAM APÓS O AI-3 e AI-4?
R: A Constituição de 1946 sofreu reformas por meio dos Atos Institucionais 3 e 4. O AI-3 estabeleceu eleições indiretas para governadores e prefeitos de cidades consideradas “de segurança nacional”. O AI-4 convocava o Congresso, em sessão extraordinária, para a aprovação de uma nova carta constitucional. A Constituição de 1967 aumentou o poder do executivo e limitou a autonomia dos Estados. Foram publicadas as severas Lei de Imprensa e Lei de Segurança Nacional, destinadas a facilitar a atuação dos órgãos de segurança do Estado (aparelhos da repressão) contra os “inimigos internos”.
11] COMO FOI A DISPUTA PELOS GRUPOS MODERADOS E RADICAIS DA DITADURA NA SUCESSÃO PRESIDENCIAL?
R: A sucessão dependia da luta interna travada nos bastidores militares: de um lado estava a “linha dura” do regime; de outro, os militares mais moderados, conhecidos como “Sorbonne”. Na disputa, prevaleceu a candidatura do Gen. Artur Costa e Silva, um dos líderes do golpe. A indicação de Costa e Silva não significava diretamente  a vitória da linha dura, mas a mesma viria em função dos acontecimentos. No mesmo ano, a oposição aos militares começou a se manifestar com mais força: ocorreram protestos estudantis em várias partes do país e foi anunciada a formação da Frente Ampla, movimento que reunia opositores das mais variadas correntes políticas. Sem conseguir apoio popular e unidade política, a Frente Ampla acabou desaparecendo. 12] COMO FOI O GOVERNO DE COSTA E SILVA (1967-1969) ?

R:  Costa e Silva iniciou o governo demitindo todos os civis que compunham o quadro de cargos públicos de confiança, nomeando militares para os seus lugares. Somente dois civis permaneceram no quadro: Delfim Neto e Hélio Beltrão (Ministério da Fazenda e Ministério do Planejamento). Os dois ministros iniciaram um projeto econômico que visava retomar o crescimento sem aumentar a inflação. As novas medidas incluíam o aumento da linha de crédito bancário  para o setor privado e o controle de preços, por meio do CIP (Conselho Interministerial de Preços). O governo fixou oficialmente os valores dos salários do setor público e do setor privado. A nova política econômica trouxe resultados positivos, uma vez que o PIB alcançou índices de crescimento da ordem de 10 e 11,2% - iniciava-se o “Milagre econômico brasileiro
13] COMO FOI O GOVERNO DE COSTA E SILVA  DIANTE DE PROTESTOS ESTUDANTIS CONTRA A DITADURA?
R: Os primeiros tempos do governo Costa e Silva foram marcados por protestos estudantis. As táticas do comício relâmpago e das passeatas entusiasmavam os estudantes. Em 28 de março de 1968, realizou-se duas manifestações no Rio: o protesto contra a má qualidade e o preço elevado das refeições do “Restaurante Calabouço!”. A polícia Militar chegou atirando e matou o estudante Edson Luís, um jovem de 16 anos. O fato abalou a opinião pública. O corpo foi velado na Assembleia Legislativa, e ao enterro compareceram 50 mil pessoas. No cemitério, os estudantes proferiram um juramento: “Neste luto, a luta começou”.
14] COMO FOI O GOVERNO DE COSTA E SILVA  DIANTE DE PROTESTOS ESTUDANTIS, POPULARES E POLITICOS CONTRA A DITADURA  EM 1968?
R: Após a morte de Edson Luís, as passeatas multiplicaram-se pelas capitais. Greves em Contagem e Osasco. A sequência de manifestações reprimidas violentamente por todo o país acabou por despertar a indignação das classes médias no Rio de Janeiro. A sociedade indignada promove a Passeata dos Cem Mil, em 21 de junho de 1968. O governo decidiu então ampliar os mecanismos de repressão de modo a “acabar com os subversivos”.
Nos dias 02 e 03 de setembro de 1968, o jovem deputado Márcio Moreira Alves, do MDB da Guanabara, usou a Tribuna do Congresso para fazer um discurso inflamado contra a ditadura.
O Procurador Geral da República encaminhou o discurso aos quartéis. Os oficiais, indignados, afirmavam que Moreira Alves havia praticado um “atentado contra a ordem democrática”. O governo encaminha para o Congresso um pedido para processar Moreira Alves. Entretanto, o Congresso rejeita o pedido por 216 votos a 14. Temendo a reação do governo, Márcio Moreira Alves decidiu exilar-se. A resposta do governo veio numa sexta-feira 13 de dezembro de 1968, publicando o AI-5.





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Regime Militar de 1964, O golpe militar de 64, Governos Militares, Governo Castello Branco, Governo Costa e Silva, Governo da Junta Militar, Governo Médici, AI-5, Governo Geisel, Governo Figueiredo, Redemocratização, Lei da Anistia, Campanha das Diretas Já Constituição de 1988.

Introdução:


Após o término da segunda guerra mundial, o planeta ficou dividido em dois hemisférios geopolíticos.




De um lado à união soviética, sob a política comunista. Onde toda a propriedade era do estado. E do outro os EUA, país que passou a comandar o segundo hemisfério baseado na economia capitalista.




Estas duas nações, aliadas durante a segunda guerra mundial agora tornaram se antagônicas no campo político e iniciar uma corrida armamentista sem precedentes na história da humanidade. Inicialmente só os EUA possuíam armas nucleares, mas devido a espiões infiltrados no governo americano, bem como muitos cientistas alemães que foram recrutados para trabalhar no governo soviético; estes acabaram também por desenvolver armas de fissão nuclear, e posteriormente as de fusão, com as quais farão as bombas de hidrogênio.




Diante de tal fato, os EUA colocaram mísseis nucleares na Turquia posicionados contra o império soviético. Em contrapartida os soviéticos aliados de Fidel Castro, que havia implantado um governo socialista em Cuba, permitiram que mísseis nucleares fossem colocados em seu território para atacar o continente americano na sua parte norte; onde ficavam os EUA.
As duas nações quase chegaram à terceira guerra mundial, porém entraram num acordo e os mísseis foram retirados de ambos os países. Contudo a guerra fria entre os dois não diminuiu em hipótese alguma. Os russos influenciaram outras nações a implantarem o comunismo, e os americanos de sua parte financiavam nações pobres e emergentes, desde que estes retirassem do poder pessoas que tendiam politicamente para o socialismo. Isto vai causar no mundo, e principalmente na América do sul uma série de golpes militares apoiados pela CIA, contra governos eleitos democraticamente. Um deles irá ocorrer no Brasil no ano de 64. Época em que se instaura a ditadura militar no Brasil.


Suas causas, conseqüências e repercussões para o futuro do país como um todo serão agora analisados.

Motivos:

Ao assumir a presidência da república, Juscelino Kubitschek encontrou uma nação ainda completamente influenciada pelo suicídio de Getúlio Vargas. Aliada a isto, encontrou oposição ferrenha dos militares que identificavam nele aliados comunistas e getulistas, tudo aquilo contra o qual lutavam. Mas como bom mineiro, Juscelino levou as coisas a seu modo e abriu a economia brasileira ao capital estrangeiro, sendo então aceito pela população e pelos seus antagonistas. Iniciou seu projeto político de 50 anos em cinco, e o carro-chefe foi à construção de Brasília; a nova capital federal que deveria integrar o Brasil como um todo. Com o advento de novos recursos oriundos do capital externo, Juscelino pôde reestruturar e aparelhar o exército brasileiro e colocar pessoas importantes dessas instituições no poder executivo. Perdoaram todos aqueles que se envolveram em tentativa de golpe e também não deixou de promovê-los. Como homem culto e leitor de Nicolau Maquiavel, faziam de alguns de seus ensinamentos, algo palpável ao seu governo e ficava atento às vossas guardas. Procurou fazer um governo conciliatório entre a esquerda capitaneada pelo PCB, que possuíam muitos de seus membros atuando diretamente nas manifestações e negociações. Fato contrário até então, pois este partido esteve sempre relegado à ilegalidade.


Com a UDN, que lhe fazia oposição e tentava boicotar seus projetos e escândalos políticos de corrupção, ele se mostrava conciliador e bom mineiro; nunca levando as coisas para o outro lado ao qual traria conflitos e incertezas políticas. Embora não tivesse maioria na Câmara dos deputados, Juscelino Kubitschek fechou acordo político com o PSD e o PTB, evitando assim a formação de comissões parlamentares de inquérito contra seu governo, e ao mesmo tempo dando a estes deputados motivos para aprovar seus projetos. Tal fato ainda hoje continua da mesma forma, já que uma vez eleito, a única coisa que interessa ao deputado e senador é se perpetuar no poder.


Juscelino Kubitschek organizou uma administração paralela e acabou obtendo com isso uma capacidade imensa de gerir os recursos provenientes do legislativo, sem, contudo lhes dar satisfação. Criou órgãos ligados diretamente à presidência da república para que tocasse as obras citadas por ele a toque de caixa. Tal planejamento tornou o executivo extremamente poderoso e passou a obter recursos negados a todos os presidentes anteriores a ele.


Ao final do seu governo, Juscelino Kubitschek inaugurou Brasília e deixou para o país sua nova capital; mas o preço disso viria a ser pago nos anos seguintes. Sua construção foi cara, marcada de escândalos de corrupção e negociatas e a manutenção muito mais ainda. Segundo alguns historiadores, este viria a ser um dos motivos da inflação galopante após seu governo, da não eleição de seu candidato ao palácio do planalto, e um dos motivos para o golpe militar que viria ocorrer em alguns anos depois.


Juscelino Kubitschek foi sucedido na presidência da república por Jânio quadros, já que seu governo foi marcado por denuncias de corrupção e desvio de verbas na construção de Brasília, ele não conseguiu eleger seu sucessor, e Jânio, seu opositor, usou muito isso em sua campanha a presidência.


Tendo sido eleito a presidente da república, juntamente com seu vice, João Gullar. O início governo foi marcado pelo otimismo, já que Jânio quadros havia sido eleito com a plataforma de moralização política, promessa de um governo austero e moralizador contra o empreguismo e escândalos envolvendo a administração e contra os privilégios obtidos pelos poderosos e elites de então. Mas que posteriormente tornou-se pessimismo na medida em que Jânio quadros tomava medidas impopulares para poder colocar a nação numa linha de crescimento sustentável, cortando gastos, desvalorizando a moeda nacional em 100% do valor em relação ao dólar, e iniciou uma linha de independência em relação aos EUA. Buscando assim seguir seu próprio caminho.


Por intermédio de Jânio quadros, o Brasil relatou negociações comerciais com diversos países socialistas, URSS, Cuba e iniciou conversações com a China. Jânio quadros estava iniciando aquilo que ele chamou política externa independente; onde se privilegiava apenas os interesses do Brasil. Quase completando oito meses de governo, Jânio quadros envia uma carta ao congresso nacional, na qual detalhava ali sua renúncia. Ele ficou isolado politicamente devido ao fato de fazer uma devassa nas contas públicas do governo anterior, como prometido em sua campanha, e, portanto tornou-se impopular, e sem apoio no congresso. Os mesmos partidos que o ajudaram a se eleger, agora se voltaram contra ele, já que seus interesses estavam sendo contrariados, bem como das empresas e setores específicos dos quais eles faziam parte, e que agora Jânio quadros estava em franca oposição devido às medidas por ele tomadas: os inquéritos administrativos tomados contra a gestão de Juscelino Kubitschek acabaram comprometendo justamente aqueles que apoiavam Jânio, mas que agora passam a fazer-lhe oposição.


Sem apoio do congresso, sua renúncia foi homologada e tomou posse então o deputado federal, e presidente do congresso, Ranieri Mazzilli, posto que João Gullar estava em visita oficial à China, numa missão comercial. Os militares divulgaram uma nota na qual vetavam a posse de João Gullar a presidência porque viam nele tendências comunistas semelhantes ao getulismo e sindicalismo do PTB. Para os setores mais ortodoxos da economia brasileira, João Gullar tinha tendências semelhantes às dos peronistas na Argentina, e também comunistas. Para aplacar os ânimos dos que queriam a posse de João Gullar, e dos que não queriam, e desejavam uma nova eleição presidencial, foi instituído um acordo no qual uma emenda constitucional foi promulgada, e instituindo no Brasil o parlamentarismo. Assim João Gullar assumiria a presidência, mas quem realmente mandaria seria o congresso nacional na pessoa do primeiro-ministro. A mesma emenda constitucional nº4 que instituiu o parlamentarismo, previa também um plebiscito para a manutenção desta forma de governo, ou retorno ao presidencialismo. O governo parlamentarista incrementou medidas que colocaram em choque interesses dos empresários brasileiros, e este se tornou impopular. O plebiscito foi vencido pelos presidencialistas, e João Gullar assume agora a presidência com plenos poderes.


Ele assume a presidência da república e toma medidas impopulares a setores ortodoxos do país, e radicaliza tais medidas.
De outra parte, forças políticas comandadas pelo general Humberto de Alencar Castelo Branco, chefe do Estado-Maior do exército, juntamente com conspiradores como Carlos Lacerda, Magalhães Pinto, Ademar de Barros, Ney Braga; dentre vários governadores de estados importantes da federação, e de forças militares espalhadas por todo o Brasil, estão se unificando para dar início àquilo que ficará conhecida nos próximos vinte anos como a ditadura militar.

[...] O golpe militar de 1964. A crise política se arrastava desde a renúncia de Jânio Quadros em 1961. O vice de Jânio era João Goulart, que assumiu a presidência num clima político adverso. O governo de João Goulart (1961-1964) foi marcado pela abertura às organizações sociais. Estudantes, organizações populares e trabalhadores ganharam espaço, causando a preocupação das classes conservadoras como, por exemplo, os empresários, banqueiros, Igreja Católica, militares e classe média. Todos temiam uma guinada do Brasil para o lado socialista. Vale lembrar, que neste período, o mundo vivia o auge da Guerra Fria.


Este estilo populista e de esquerda, chegou a gerar até mesmo preocupação nos EUA, que junto com as classes conservadoras brasileiras, temiam um golpe comunista.


Os partidos de oposição, como a União Democrática Nacional (UDN) e o Partido Social Democrático (PSD), acusavam Jango de estar planejando um golpe de esquerda e de ser o responsável pela carestia e pelo desabastecimento que o Brasil enfrentava.


No dia 13 de março de 1964, João Goulart realiza um grande comício na Central do Brasil (Rio de Janeiro), onde defende as Reformas de Base. Neste plano, Jango prometia mudanças radicais na estrutura agrária, econômica e educacional do país.


Seis dias depois, em 19 de março, os conservadores organizam uma manifestação contra as intenções de João Goulart. Foi a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, que reuniu milhares de pessoas pelas ruas do centro da cidade de São Paulo.


O clima de crise política e as tensões sociais aumentavam a cada dia. No dia 31 de março de 1964, tropas de Minas Gerais e São Paulo saem às ruas. Para evitar uma guerra civil, Jango deixa o país refugiando-se no Uruguai. Os militares tomam o poder. Em 9 de abril, é decretado o Ato Institucional Número 1 ( AI-1 ). Este cassa mandatos políticos de opositores ao regime militar e tira a estabilidade de funcionários públicos. []


A justificativa para o golpe militar veio na forma de deter a ameaça comunista, oriunda não de fora, como seria de se esperar, mas de setores dentro do próprio país. Os chamados "subversivos", tidos como uma ameaça à nação e ao capitalismo. Para os militares, estes subversivos pretendiam instalar o comunismo no Brasil através de revoluções e da subversão ao sistema existente. Nos anos 60 haviam muitas atividades voltadas para o comunismo em muitas partes do mundo, aqui mesmo no continente americano Cuba era tida como exemplo bem-sucedido de implantação de comunismo. Modelo contrário à supremacia capitalista americana, que com seu poderio econômico e militar dominava o continente, e as mentes das pessoas com poderes e posses nesses países, e que de certa forma temiam movimentos comunistas as quais poderiam nos retirar tudo dos quais eram possuidores. [...][...] GOVERNO CASTELLO BRANCO (1964-1967).


Castello Branco, general militar, foi eleito pelo Congresso Nacional presidente da República em 15 de abril de 1964. Em seu pronunciamento, declarou defender a democracia, porém ao começar seu governo, assume uma posição autoritária.


Estabeleceu eleições indiretas para presidente, além de dissolver os partidos políticos. Vários parlamentares federais e estaduais tiveram seus mandatos cassados, cidadãos tiveram seus direitos políticos e constitucionais cancelados e os sindicatos receberam intervenção do governo militar.


Em seu governo, foi instituído o bipartidarismo. Só estava autorizado o funcionamento de dois partidos: Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e a Aliança Renovadora Nacional (ARENA). Enquanto o primeiro era de oposição, de certa forma controlada, o segundo representava os militares.


O governo militar impõe, em janeiro de 1967, uma nova Constituição para o país. Aprovada neste mesmo ano, a Constituição de 1967 confirma e institucionaliza o regime militar e suas formas de atuação. [...]


GOVERNO COSTA E SILVA (1967-1969)


Em 1967, assume a presidência o general Arthur da Costa e Silva, após ser eleito indiretamente pelo Congresso Nacional. Seu governo é marcado por protestos e manifestações sociais. A oposição ao regime militar cresce no país. A UNE (União Nacional dos Estudantes) organiza, no Rio de Janeiro, a Passeata dos Cem Mil.


Em Contagem (MG) e Osasco (SP), greves de operários paralisam fábricas em protesto ao regime militar.


A guerrilha urbana começa a se organizar. Formada por jovens idealistas de esquerda, assaltam bancos e seqüestram embaixadores para obterem fundos para o movimento de oposição armada.


No dia 13 de dezembro de 1968, o governo decreta o Ato Institucional Número 5 (AI-5). Este foi o mais duro do governo militar, pois aposentou juízes, cassou mandatos, acabou com as garantias do habeas-corpus e aumentou a repressão militar e policial.

GOVERNO DA JUNTA MILITAR (31/8/1969-30/10/1969)


Doente, Costa e Silva foi substituído por uma junta militar formada pelos ministros Aurélio de Lira Tavares (Exército), Augusto Rademarker (Marinha) e Márcio de Sousa e Melo (Aeronáutica).


Dois grupos de esquerda, O MR-8 e a ALN seqüestram o embaixador dos EUA Charles Elbrick. Os guerrilheiros exigem a libertação de 15 presos políticos, exigência conseguida com sucesso. Porém, em 18 de setembro, o governo decreta a Lei de Segurança Nacional. Esta lei decretava o exílio e a pena de morte em casos de "guerra psicológica adversa, ou revolucionária, ou subversiva".
No final de 1969, o líder da ALN, Carlos Mariguella, foi morto pelas forças de repressão em São Paulo.

GOVERNO MEDICI (1969-1974)


Em 1969, a Junta Militar escolhe o novo presidente: o general Emílio Garrastazu Médici. Seu governo é considerado o mais duro e repressivo do período, conhecido como “anos de chumbo”. A repressão à luta armada cresce e uma severa política de censura é colocada em execução. Jornais, revistas, livros, peças de teatro, filmes, músicas e outras formas de expressão artística são censurados. Muitos professores, políticos, músicos, artistas e escritores são investigados, presos, torturados ou exilados do país. O DOI-Codi (Destacamento de Operações e Informações e ao Centro de Operações de Defesa Interna) atua como centro de investigação e repressão do governo militar.
Ganha força no campo a guerrilha rural, principalmente no Araguaia. A guerrilha do Araguaia é fortemente reprimida pelas forças militares.

O Milagre Econômico


Na área econômica o país crescia rapidamente. Este período que vai de 1969 a 1973 ficou conhecido com a época do Milagre Econômico. O PIB brasileiro crescia a uma taxa de quase 12% ao ano, enquanto a inflação beirava os 18%. Com investimentos internos e empréstimos do exterior, o país avançou e estruturou uma base de infra-estrutura. Todos estes investimentos geraram milhões de empregos pelo país. Algumas obras, consideradas faraônicas, foram executadas, como a Rodovia Transamazônica e a Ponte Rio-Niteroi.


Porém, todo esse crescimento teve um custo altíssimo e a conta deveria ser paga no futuro. Os empréstimos estrangeiros geraram uma dívida externa elevada para os padrões econômicos do Brasil.

GOVERNO GEISEL (1974-1979)


Em 1974 assume a presidência o general Ernesto Geisel que começa um lento processo de transição rumo à democracia. Seu governo coincide com o fim do milagre econômico e com a insatisfação popular em altas taxas. A crise do petróleo e a recessão mundial interferem na economia brasileira, no momento em que os créditos e empréstimos internacionais diminuem.

Geisel anuncia a abertura política lenta, gradual e segura. A oposição política começa a ganhar espaço. Nas eleições de 1974, o MDB conquista 59% dos votos para o Senado, 48% da Câmara dos Deputados e ganha a prefeitura da maioria das grandes cidades.


Os militares de linha dura, não contentes com os caminhos do governo Geisel, começam a promover ataques clandestinos aos membros da esquerda. Em 1975, o jornalista Vladimir Herzog á assassinado nas dependências do DOI-Codi em São Paulo. Em janeiro de 1976, o operário Manuel Fiel Filho aparece morto em situação semelhante.
Em 1978, Geisel acaba com o AI-5, restaura o habeas-corpus e abre caminho para a volta da democracia no Brasil.

GOVERNO FIGUEIREDO (1979-1985)


A vitória do MDB nas eleições em 1978 começa a acelerar o processo de redemocratização. O general João Baptista Figueiredo decreta a Lei da Anistia, concedendo o direito de retorno ao Brasil para os políticos, artistas e demais brasileiros exilados e condenados por crimes políticos. Os militares de linha dura continuam com a repressão clandestina. Cartas-bombas são colocadas em órgãos da imprensa e da OAB (Ordem dos advogados do Brasil). No dia 30 de Abril de 1981, uma bomba explode durante um show no centro de convenções do Rio Centro. O atentado fora provavelmente promovido por militares de linha dura, embora até hoje nada tenha sido provado.

Em 1979, o governo aprova lei que restabelece o pluripartidarismo no país. Os partidos voltam a funcionar dentro da normalidade. A ARENA muda o nome e passa a ser PDS, enquanto o MDB passa a ser PMDB. Outros partidos são criados, como: Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Democrático Trabalhista (PDT).

A Redemocratização e a Campanha pelas Diretas Já


Nos últimos anos do governo militar, o Brasil apresenta vários problemas. A inflação é alta e a recessão também. Enquanto isso a oposição ganha terreno com o surgimento de novos partidos e com o fortalecimento dos sindicatos.


Em 1984, políticos de oposição, artistas, jogadores de futebol e milhões de brasileiros participam do movimento das Diretas Já. O movimento era favorável à aprovação da Emenda Dante de Oliveira que garantiria eleições diretas para presidente naquele ano. Para a decepção do povo, a emenda não foi aprovada pela Câmara dos Deputados.

No dia 15 de janeiro de 1985, o Colégio Eleitoral escolheria o deputado Tancredo Neves, que concorreu com Paulo Maluf, como novo presidente da República. Ele fazia parte da Aliança Democrática – o grupo de oposição formado pelo PMDB e pela Frente Liberal.


Era o fim do regime militar. Porém Tancredo Neves fica doente antes de assumir e acaba falecendo. Assume o vice-presidente José Sarney. Em 1988 é aprovada uma nova constituição para o Brasil. A Constituição de 1988 apagou os rastros da ditadura militar e estabeleceu princípios democráticos no país.
[...]



FONTE;




Realizações dos governos militares:

[...] Se você consultar a grande maioria dos documentos populares recém publicados de leitura generalizada, por exemplo, o Almanaque Abril, acerca dos governos militares, encontrará tão somente referências negativas ou extremamente breves, quando tratam dos sucessos então obtidos pelo país. Porém, o Brasil de hoje deve grande parte do seu potencial às políticas praticadas após a Contra-Revolução Cívico-Militar de 64, principalmente a AGRICULTURA, principal salvadora da balança comercial brasileira nos últimos anos. Em outros campos, as políticas adotadas durante o período supracitado também nos trouxeram benefícios que perduram até hoje e que podem ser traduzidos pela relação a seguir:


Projetos de eletrificação e de distribuição de energia da ELETROBRÁS. Construção das Hidroelétricas de Itaipu (a maior do mundo), Tucuruí, Xingó, Sobradinho, etc. Que possibilitaram o nosso desenvolvimento industrial.
Projetos de interligação: O Brasil antes de 64 era como se fosse um arquipélago. Apenas de navio se podia viajar de uma capital para outra. Conforme a letra da música dizia: “Peguei um Ita no Norte e vim pro Rio morar”. Ita era a inicial dos navios do Lloyd Brasileiro (Itamaracá, Itapoá, Itanagé, Itapemirim etc.).


Rodovias construídas pelos governos das ações corretivas de 64:
Duplicação da rodovia Rio - SP, construindo-se uma nova pista de subida na Serra das Araras, Rodovia Rio – Salvador, Rodovia Curitiba - Porto Alegre, Rodovia Campo-Grande – Cuiabá, Rodovia Cuiabá – Goiânia, Duplicação da rodovia BR-040 de Petrópolis a Juiz de Fora, Ponte Rio-Niteroi com 14 km, Rodovia Rio – Santos, Rodovia Santos - São Paulo, Rodovia São Paulo - Campinas (Bandeirantes). Reconstrução com asfaltamento da rodovia Belém - Brasília (antes era em terra), Rodovia Cuiabá - Santarém com 1.750 km, efetuada pelos 8º e 9º Batalhões de Engenharia de Construção. Permitiu o desenvolvimento do Projeto SINOP, a 500 km ao norte de Cuiabá, além de levar progresso à área por ela servida. Rodovia Transamazônica, aproveitando em grande parte mão-de-obra desempregada do Nordeste como conseqüência de devastadora seca na região. Rodovia Cuiabá - Porto Velho (Rodovia Marechal Rondon), com 1.442 km, eliminando o estrangulamento existente no acesso rodoviário do noroeste ao centro do país. A duração do percurso era de trinta dias. Mas, com a conclusão da obra, passou a ser de 24 horas. Rodovia Brasília - Barreiras - Salvador, inclusive com a construção da ponte sobre o Rio São Francisco. A Rodovia foi construída pelo 4º Batalhão de Engenharia de Construção. Ligação rodoviária do sul do Piauí a São Luís e Belém, executada, parcialmente, pelos 2º e 3º Batalhões de Engenharia de Construção. Rodovias da rede do Nordeste, possibilitando encurtamento superior a 600 km nas viagens entre Brasília-São Luís; Brasília - Fortaleza e Brasília - Recife. Acréscimo total à rede do Nordeste de 5.000 km de rodovias. Asfaltamento da maioria das estradas do Rio Grande do Sul. Ferrovias construídas pelos governos das ações corretivas de 64: Ferrovia da Soja, no Paraná e em Santa Catarina. Ferrovia de Carajás (Pará - Maranhão) - com 890 km, ligando a província mineral da serra de Carajás ao porto da Madeira, próximo a São Luís.


Ferrovia do Aço (Minas Gerais - Rio de Janeiro - São Paulo). O projeto foi muito dispendioso em face das obras de arquitetura exigidas. Sua construção foi, por isso, interrompida. Hoje, apenas um de seus trechos é utilizado.


Ferrovia do Trigo (Roca Sales - Passo Fundo). Iniciada e interrompida na década de 1950. A retomada de sua construção tornou-se viável após a primeira crise do petróleo (1973) e pelo fato de ter sido confiada ao 1.º Batalhão Ferroviário. A obra foi concluída em 1980.


Ferrovia Minas - Distrito Federal, partindo de Pires do Rio (MG), que foi concluída pelo 2º Batalhão Ferroviário. O seu destaque é a ponte sobre o Rio Araguari, construída por administração direta daquela Organização Militar.


A construção inicial dos trechos dos Metrôs do Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Recife.


Portos e aeroportos construídos pelos governos das ações corretivas de 64:


Porto de Sepetiba. Porto de Praia Mole, em Vitória. Inaugurado oficialmente em novembro de 1984, possibilitou a movimentação de 3 milhões de toneladas/ano de produtos siderúrgicos e 8 milhões de toneladas /ano de carvão. É um porto artificial em mar aberto e sua localização na Ponta do Tubarão é favorecida pelo acesso ao Terminal da Companhia Vale do Rio Doce. Porto da Ponta da Madeira. Situado a 9 km de São Luís, é parte do Projeto Carajás. Possui instalações de descarregamento de vagões, estocagem de minérios, sistema de embarque por uma linha de transportadores, re-peneiramento e re-britagem. Porto de Estrela. Situado no Rio Taquari (Rio Grande do Sul), foi inaugurado em 1977, tornando-se o primeiro entroncamento intermodal, conectando hidrovia, ferrovia e rodovia. Porto de Trombetas. Situado à margem direita do Rio Trombetas, afluente do Amazonas. Escoou em 1984 cerca de quatro milhões de toneladas de bauxita. Foi iniciado em 1967, quando foram descobertas as primeiras jazidas de bauxita a 80 km, da Cidade de Oriximiná (Pará). O primeiro embarque para o mercado internacional deu-se em agosto de 1979. A bauxita é levada da mina por ferrovia num percurso de 30 km. Terminal açucareiro de Recife. Terminal salineiro de Areia Branca. Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro.


Aeroporto Internacional de Guarulhos em São Paulo. Aeroporto Internacional de Confins a 47 km do Centro de Belo Horizonte (atualmente denominado Tancredo Neves).


Projetos de telecomunicações: implantação do sistema Telebrás. Esse projeto foi estratégico. Imagine como nos comunicaríamos hoje sem os satélites que alguns países não desejam que tenhamos a capacidade de lançar;


Programa Nacional do Álcool, com destaque para a criação de empregos no campo com melhores salários e para a fabricação de carros a álcool, que, na metade da década de 1980, atingiu a proporção de 96% do total de veículos novos produzidos. Em 2003, representavam menos de 1% da produção de veículos novos. Brutal retrocesso tecnológico e ecológico!


Projeto de colonização: Incentivo de colonização dos estados das regiões norte e centro-oeste. Se não ocupássemos esses locais ermos, outros certamente o fariam como o fazem agora ao prevalecerem os interesses estrangeiros (representados por muitas ONGS) nas demarcações das terras dos indígenas com os quais se aliam para cercear o trânsito de brasileiros no Brasil! Hoje, os traidores das conquistas de Rio Branco, a cada dia, mais terras entregam aos interesses dos poderosos;


Projeto e implementação do Sistema Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (SINDACTA), responsável pelo controle de todo o nosso tráfego aéreo. Sistema exemplar de eficiência e profissionalismo, que elevou o Brasil, neste campo, a nível igual ou superior ao ocupado pelos países mais desenvolvidos;


Projeto de desenvolvimento do semi-árido e da caatinga: implantação de projetos de irrigação como o da cultura de frutas no vale do São Francisco (Projeto Senador Nilo Coelho, em Petrolina-PE). A construção da represa de Sobradinho transformou uma das mais miseráveis regiões do país em grande produtora de alimentos. O extraordinário êxito da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (CODEVASF) incluiu o Nordeste brasileiro como produtor agrícola em condições antes inimagináveis;


Projetos de integração nacional: construção de vários aeroportos e aeródromos nas regiões mais longínquas do país, levando assistência médica e social aos menos favorecidos. Sem a presença dos Navios de Assistência Hospitalar da Marinha (Nash), dos Pelotões de Fronteira do Exército e dos Esquadrões de Transporte da Aeronáutica, muitos brasileiros ficariam totalmente sem apoio médico-dentário, sem medicamentos, sem vacinas e, até mesmo, sem comida. O Projeto Rondon possibilitou a milhares de estudantes melhor conhecerem o Brasil e compreenderem nossos problemas, além de levarem a sua contribuição para auxiliar os menos favorecidos.


Em 1959, vários países assinaram o Tratado da Antártica, no qual firmaram o compromisso de ocupação daquele território apenas para fins pacíficos e de cooperação internacional para o desenvolvimento de pesquisas científicas. Uma das exigências para a participação de qualquer país como parte consultiva do Tratado da Antártica era a realização de substanciais atividades científicas naquela região. O Brasil não seria admitido como membro caso não o fizesse. Considerando a importância estratégica da região, o Brasil aderiu ao Tratado da Antártica em 1975, criando pelo Decreto nº 86.830, de 12.01.1982, o Programa Antártico Brasileiro - PROANTAR. As pesquisas brasileiras no âmbito do PROANTAR tiveram início no verão austral de 1982/83, com a Operação Antártica I, realizada a bordo do Navio de Pesquisa Oceanográfica "Barão de Teffé", da Marinha do Brasil, e do Navio Oceanográfico "Professor W. Besnard", da Universidade de São Paulo. Assim, em 12.09.1993, o Brasil foi admitido como "Membro Consultivo do Tratado da Antártica". Bem diferente essa postura estratégica dos governos das ações corretivas de 64 da adotada pelo governo Itamar, que nos submeteu às cínicas imposições do Tratado de Tlatelolco, o qual proíbe apenas os países da América que falam português e espanhol de possuírem armas nucleares, enquanto os que falam inglês estocam esses artefatos aos milhares. O governo entreguista de FH fez o mesmo em relação ao Tratado de não proliferação de armas nucleares (TNP), que também de modo cínico limita os “donos do mundo” aos poucos países que, irresponsavelmente, construíram e armazenaram outros milhares de artefatos nucleares e continuam a fazê-lo. Além disso, aderiu ao MTCR (Missile Technology Control Regime) que impede que importemos os materiais dos quais necessitamos para colocar satélites em órbita com nossos próprios mísseis e que possamos efetuar o lançamento de satélites para outros países, (já que possuímos o melhor local do planeta para isso - Alcântara), o que nos capacitaria a concorrer com muita vantagem nessa lucrativa atividade. Tudo isso, como se fôssemos potência de segunda ou terceira classe.


A eliminação do drama nacional dos "excedentes" dos vestibulares, o aumento da oferta do ensino público primário, secundário e superior.
A elevação do Brasil ao status de exportador de aeronaves comerciais. O sucesso espetacular da Embraer com a aeronave “Bandeirante” constituiu um dos grandes feitos da era das ações corretivas de 64, fazendo com que o verde e o amarelo de nossa bandeira passassem a estar, desde então, presente nas aerovias desse mundo.


A construção no Brasil do carro de combate “Osório” considerado pelos árabes como sendo a melhor plataforma desse tipo para emprego no Oriente Médio, tendo derrotado em concorrência internacional os seus similares construídos pelas potências tradicionais nesse setor. O sucesso brasileiro no campo dos armamentos incomodou os concorrentes a tal ponto que, tão logo foi derrubado o muro de Berlim, a cessação de suas atividades nos foi imposta pelos interesses estrangeiros prejudicados.


A criação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), do Sistema Financeiro e de Poupança e do Sistema de Habitação, centrados no Banco Nacional da Habitação (BNH) e do Funrural. Estes projetos possibilitaram a milhares de brasileiros de baixa renda a posse de seus imóveis por planos de equivalência salarial nos quais o saldo devedor era pago com um reduzido percentual do salário percebido pelo trabalhador. O Funrural beneficiou milhões de brasileiros esquecidos que trabalhavam no campo, acolhendo-os em seu Programa de Assistência ao Trabalhador Rural que instituiu os seguintes benefícios: aposentadoria por velhice, aposentadoria por invalidez, pensão, auxílio-funeral, serviço de saúde e serviço social.


Projeto de pesquisa na área nuclear. As pesquisas levadas a efeito pela Marinha no campo do o enriquecimento de urânio começaram nos anos 80, com o fracasso do acordo com a Alemanha. Pressões internacionais fizeram esse país voltar atrás no envio das ultras centrífugas prometidas. Note-se que a ultra centrifugação é o mais conhecido e eficaz método para o enriquecimento do urânio. Para salvar sua face, entretanto, convenceram-nos a adotar a tecnologia de jatos centrífugos, que custou US$ 300 milhões e provou ser ineficaz. Essa última tecnologia, além de não ser segura, também era economicamente inviável. A Marinha, por sua conta, desenvolveu pesquisas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, obtendo sucesso na construção de ultra centrífuga que gira em levitação magnética, sem nenhum desgaste, o que a torna superior às estrangeiras e explica a atitude da AIEA ante a nossa recusa em repassar tecnologia gratuitamente a outros países. Apenas para dar uma idéia do que está em jogo, basta citar que o processo de enriquecimento de urânio por jatos centrífugos consome vinte e três mil UTSI (Unidades Térmicas de Separação Isotópica). O sistema norte-americano, de difusão gasosa, consome treze mil. O nosso sistema, apenas quinhentas UTSI. Não havendo desgaste, nosso equipamento dura infinitamente mais que os estrangeiros. Isso, somado à economia de energia no enriquecimento e ao fato de possuirmos grandes reservas de urânio, traz enorme economia e possibilita grandes lucros na exploração nuclear pacífica, o que ameaça os interesses dos que controlam esse mercado... Essa lógica é similar à empregada contra nossa capacidade de lançar satélites, que nos possibilitaria concorrermos com vantagem nesse campo. O mercado de urânio movimenta mais de US$ 100 bilhões por ano. Os norte-americanos detêm 45% desse total. A França, Alemanha, Holanda e Inglaterra desenvolveram ultra centrífuga mais barata, mas não tão barata quanto a nossa. Atualmente, nosso projeto continua sendo desenvolvido em Aramar, no campus da USP. O Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro efetua a usinagem do material. A INB (Indústrias Nucleares Brasileiras) cuida da comercialização. Os países detentores de tecnologia nuclear não se importavam com nossas atividades até recentemente, uma vez que a INB fazia apenas o "yellow cake" e o enviava para o Canadá, onde era transformado em hexafluoreto. A partir daí, esse produto era encaminhado para o enriquecimento na Europa. Nossa tecnologia era empregada apenas no projeto piloto de Aramar o que não afetava interesses comerciais estrangeiros. Agora, entretanto, iniciaremos o enriquecimento de urânio em planta industrial, causando toda a celeuma acerca do assunto. Isso não deveria ocorrer, já que somos o único país do mundo a colocar expressamente na Constituição Federal que apenas exploraremos os usos pacíficos da tecnologia nuclear. Também é importante que se mencione que tais conquistas foram conseguidas em meio a cenário de rotineiros cortes nos orçamentos militares. Recentemente, ocorreu um corte de 41% nos recursos destinados às Forças Armadas...

Muito fizeram os governos das ações corretivas de 64 em prol dos brasileiros. O povo o reconhecia. Apenas os apátridas que, outrora, desejavam nos submeter ao jugo soviético corrupto, ateu e materialista com isso não concordaram Naqueles dias, havia o contentamento da maior parte da população com o governo. Isso podia ser atestado pela aclamação popular do Presidente Médici quando comparecia ao estádio do Maracanã. Os benefícios gerados pelas iniciativas dos governos militares permanecem até hoje. Essas obras foram embriões de empreendimentos ainda maiores, testemunhas da boa intenção, da competência e do compromisso que tinham esses governos com o nosso progresso. Podemos relembrar ainda, outras benesses que nos foram trazidas pelas políticas da Ação Corretiva de 64:


Crescimento econômico recorde (12% em um ano); Crescimento sustentado de cerca de 10% durante anos seguidos. (milagre brasileiro). O Brasil se tornou o sexto maior produtor de aço no mundo. A decretação do Estatuto da Terra, que regulamentou a reforma agrária em nosso país, que a tantos já beneficiou. A implantação da Previdência Social Rural nunca antes concedida aos homens e mulheres do campo. O presidente Fernando Henrique Cardoso classificou esse feito como "o maior programa de renda mínima do mundo".


O desmantelamento de redes de corrupção institucionalizadas. Pouco se fala da corrupção que dominava o país logo após a construção de Brasília (início dos anos 60). Os elevados gastos efetuados a toda a pressa, para que a cidade ficasse pronta no prazo, possibilitaram a infiltração de corruptos em muitos setores da sociedade. Concorrências fraudulentas, distribuição de cartórios, surgimento de empresas gigantescas que abocanharam contratos fantásticos. Em 1962, o governo Goulart enviou cerca de noventa homens para efetuarem cursos em Cuba, na China e na URSS acerca de guerrilha rural e urbana... Intentava aproveitar-se da corrupção e inversão de valores generalizada para dar um autogolpe de esquerda que nos colocaria nos braços do materialismo comunista e da igualdade dos desiguais... Brizola havia organizado os famosos grupos dos onze. Defendeu o paredão (fuzilamento sumário empregado por Fidel Castro em Cuba) para os opositores do comunismo em discurso transmitido em rede nacional de rádio às vésperas da reação militar (as gravações não são reveladas aos brasileiros). Os marinheiros já haviam aderido. Reuniram-se com uniformes em desalinho no Sindicato dos Metalúrgicos (em S. Cristóvão) transformado em quartel-general. Os Sargentos já haviam se rebelado anteriormente em Brasília. Os fuzileiros navais eram comandados pelo Almirante Cândido Aragão, conhecido como o “Almirante Vermelho” ou “Almirante do Povo”, nomeado por Goulart em função de suas origens e crenças. Eles se revoltaram e prenderam todos os superiores em suas unidades. Oficiais da Marinha eram empurrados ao mar nos navios e tinham que abandoná-los ou ficavam encurralados com armas na mão, esperando o pior. O povo saiu às ruas clamando para que algo fosse feito para acabar com a inversão de valores (funcionários corretos eram sistematicamente demitidos e outros simpatizantes da esquerda eram contratados mesmo sem capacidade profissional, da mesma forma como vem ocorrendo no atual governo). A corrupção endêmica foi suprimida em 1964, tendo, porém, os militares cometiam o erro de cassarem os direitos políticos de subversivos juntamente com os dos criminosos de então. Isso possibilitou o perdão desses últimos por ocasião da anistia. Hoje, alguns deles ainda recebem pensão pelos crimes cometidos, já que a lei beneficiou a todos os cassados sem diferenciar os porquês.


A manutenção de baixíssimos índices de criminalidade, graças a uma doutrina de combate intensivo aos criminosos, insignificante percentual de desemprego e um eficiente programa de educação básica e de especialização. Hoje, respondemos por onze por cento de todos os homicídios cometidos no planeta;


A criação da Fundação MOBRAL, Movimento Brasileiro de Alfabetização, com o objetivo de cuidar da alfabetização e da educação continua de adolescentes e adultos.


A criação de diligente sistema de informações (SNI), garantindo a manutenção da estabilidade nacional sem deixar-se abalar por boatos, especulações maldosas, articulações danosas ao país e desenvolvimento de grupos terroristas ou guerrilheiros (hoje temos o MST, por exemplo, agindo livremente e anarquicamente por aí. Consta que aplicam chantagem para deixarem de invadir fazendas produtivas e que estariam prontos para parar o país pela interrupção do tráfego de caminhões nas estradas. Muitos que foram agraciados com terras as venderam e retornou à militância, tudo isso sob o olhar beneplácito do governo). Recentemente, não se sabe financiado por quem, executaram adestramento de ações de comando, comunicações, coordenação e controle em sua marcha sobre Brasília...


Programa de aceleração da busca de auto-suficiência de petróleo, desencadeado a partir de 1979, com destaque para a exploração da Bacia de Campos. Obtenção de tecnologia de exploração de petróleo em águas profundas que, hoje, assegura a nossa auto-suficiência na produção de combustíveis e nos coloca em posição de liderança neste setor.


Foi instituído pelo Presidente Médici o Programa de Redistribuição de Terras e de Estímulo à Agroindústria do Norte e do Nordeste (PROTERRA), com o objetivo de “promover o mais fácil acesso do homem a terra, criar melhores condições de emprego de mão-de-obra e fomentar a agroindústria nas regiões compreendidas nas áreas de atuação da SUDAM e da SUDENE”. Este projeto adquiriu terras e desapropriou terras por interesse social para venda a pequenos e médios produtores rurais da região, com vistas à melhor e mais racional distribuição de terras cultiváveis. Também emprestou recursos e financiou a produção desses pequenos agricultores, garantindo-lhes um preço mínimo.


Durante os governos militares, o Brasil passou da qüinquagésima segunda à oitava posição dentre as maiores economias do mundo. Fomos citados em publicações estratégicas como sendo a 2ª potência do mundo em poder percebido (Ray S. Cline - World power assessment: a calculus of strategic drift), inferiores somente aos EUA.

Alguns erros foram cometidos. Esses foram:

O recuo ante a campanha da CNBB, que se opôs fortemente a um programa de planejamento familiar. Com isso, evoluímos de noventa milhões em ação em 1970, no tricampeonato mundial, para cento e setenta milhões em ação, no penta. Significa que crescemos uma França e meia em trinta e três anos! Não existe governo que possa lidar com tal expansão. A irresponsabilidade de muitos brasileiros que tiveram e têm filhos sem que pudessem e possam transformá-los em homens melhores do que eles mesmos representa óbice difícil de ser transposto.


A adoção do monopólio nacional em todas as fases da exploração de petróleo. O correto teria sido defender o monopólio apenas das fases que propiciam lucros, assegurando-se o controle do país sobre as demais fases da exploração dessa matéria prima. Ninguém, em sã consciência, pode defender o monopólio do risco e dos prejuízos envolvidos na procura de campos petrolíferos! Por isso, até hoje, ainda não ingressamos na OPEC.


O abandono da Universidade aos opositores do regime que confundiram oposição à política adotada com oposição aos valores Brasileiros. O resultado é que gerações das nossas elites foram formadas com a idéia de que somos incapazes e que tudo o que fazemos é impregnado de atraso cultural. Segundo o filósofo Olavo de Carvalho:


“Na década de 60, a esquerda brasileira dividiu-se em duas alas”. Uma aventurou-se nas guerrilhas. Outra se recolheu a uma ação discreta, profunda e de longo prazo, baseada na estratégia da “revolução cultural” de Antonio Gramsci. A primeira foi facilmente derrotada pelos militares. A segunda teve campo livre para se expandir à vontade, porque o governo, já temeroso de desagradar à opinião pública com a truculência das ações que vinha empreendendo contra os guerrilheiros e terroristas, preferiu fazer vistas grossas ao crescimento da chamada “esquerda pacífica”. [...] “Em meados da década de 70, o Partido Comunista e organizações afins já controlavam a totalidade das vagas no jornalismo de São Paulo e do Rio. Uma publicação oficial comemorativa de 60 anos de existência do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, Jornalistas: 1937-1997 (2) mostra a progressiva e enfim total identificação entre jornalismo e militância pró-comunista no maior estado brasileiro. Já a partir dos anos 80 toda possibilidade de disputa ideológica havia desaparecido nos meios jornalísticos, onde a hegemonia esquerdista se tornara tão avassaladoras que não restavam jornalistas suficientes para compor, nas eleições sindicais, uma única chapa que não fosse de esquerda. O mesmo sucedia em todas as universidades. A única discussão política que restava era entre as várias facções de esquerda, que divergiam apenas em torno de detalhes estratégicos e ambições pessoais - uma situação que, progressivamente ampliada desde os círculos formadores de opinião até abranger a nação inteira, acabou por se repetir idêntica nestas eleições presidenciais de 2002, em que todos os candidatos são de esquerda”. [...]


A lei da informática. Alguns se beneficiaram dessa reserva de mercado, mas a conseqüência dessa lei foi incapacitar toda a nossa indústria à concorrência no mercado internacional. O setor de tecelagem, por exemplo, foi afetado pela impossibilidade de importar teares computadorizados. Nossa capacidade de pesquisa foi, também, reduzida. Ultimamente, estamos cometendo erros no que se refere à exploração do espaço, da biotecnologia e da energia nuclear.

Entre 1964 e 1978 elevou-se o produto interno bruto, PIB, de US$ 23 bilhões para US$ 164 bilhões; ampliou-se o comércio exterior de US$ 2,6 bilhões para US$ 25,9 bilhões; estendeu-se a rede rodoviária federal, de 27.939 km, para 83.943 km; aumentou-se o potencial hidrelétrico, de 6.840.000 kW, para 23.604.000 kW.

Tudo o que foi citado foi feito apenas nos vinte anos dos governos militares. Agora, exercite sua memória e cite qualquer grande empreendimento realizado nos últimos vinte anos, além da venda a preços módicos de nossas conquista Carlos Hernán Tercero

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http://www.polestrare.com.br/obrasilquedavacerto.htm


CRONOLOGIA COMPLETA DO GOLPE MILITAR:
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CRONOLOGIA DO REGIME MILITAR e ALGUNS DESDOBRAMENTOS



1961

25/08 Renúncia de Jânio Quadros

30/08 Ministros militares declaram-se contrários à posse de João Goulart

02/09 Instituído o sistema parlamentar de governo como resultado do acordo que possibilitaria a posse do vice-presidente João Goulart

07/09 Posse de João Goulart

1962

02/02 Criação oficial do Instituto de Pesquisas Sociais (Ipês), que conspiraria contra o governo Goulart.

1963

24/01 Retorno ao sistema presidencialista de governo, após plebiscito realizado no dia 6, que não referendou o parlamentarismo.

07/08 Projeto de Milton Campos sobre a reforma agrária é rejeitado.

23/08 Comício do CGT pelo aniversário da morte de Getúlio Vargas com a presença de Goulart. Presentes exigem definição do presidente durante seu discurso. Goulart promete que reformas serão implementadas.

12/09 Revolta de sargentos da Aeronáutica e da Marinha em Brasília.

07/10 Goulart retira o pedido de decretação de estado de sítio em função da ampla oposição que gerou.

17/10 Rejeitada emenda do PTB sobre reforma agrária na Câmara dos Deputados.

Novembro Greve dos cortadores de cana em Pernambuco e parte da Paraíba.

1964

17/01 Regulamentação da lei de remessa de lucros.

13/03 Comício da Central do Brasil ou “das reformas”.

19/03 Marcha da Família, com Deus, pela Liberdade em São Paulo (SP), espécie de resposta ao Comício da central.

20/03 O chefe do Estado-Maior do Exército, general Castelo Branco, divulga circular reservada entre seus subordinados contra João Goulart.

21 a 29/03 9 “Marchas” da família, com Deus, pela Liberdade, em diversas cidades de São Paulo.

31/03 Inicia-se o movimento militar em Minas Gerais com deslocamento de tropas comandadas pelo general Mourão filho.

01/04 a 08/06 42 “Marchas” da Família, com Deus, pela Liberdade em São Paulo, Minas, Rio de Janeiro, Piauí , Paraná e Goiás.

02/04 João Goulart segue de Brasília pra Porto Alegre. De lá, sairia do Brasil.

02/04 General Costa e Silva autonomeia-se comandante-em-chefe do Exército nacional e organiza o “Comando Supremo da Revolução”.

04/04 O nome do general Castelo Branco é indicado para a Presidência da república pelos líderes do Golpe.

09/04 Decretado o Ato Institucional que confere ao presidente da República poderes para cassar mandatos eletivos e suspender direitos políticos até 15 de junho de 1964, entre outros poderes discricionários.

10/04 A sede da UNE é incendiada por participantes do movimento político militar.

13/04 O Diário Oficial publica decreto que extingue o mandato de todos os membros do conselho diretor da Universidade de Brasília

Ocorre uma invasão policial e a intervenção na UnB.







Abril GPMI – Grupo Permanente de Mobilização Industrial – foi o primeiro de uma série de instrumentos gerados para adaptar o poderio bélico das Forças Armadas à nova doutrina de segurança.



13/06 Criado o Serviço Nacional de Investigações (SNI).

27/10 Declarada a extinção da União nacional dos Estudantes (UNE).

09/11 Sancionada a Lei n. 4.464 (Lei Suplicy) proibindo atividades políticas estudantis. A Lei Suplicy de Lacerda coloca na ilegalidade a UNE e as UEEs, que passam a atuar na clandestinidade. Todas as instâncias da representação estudantil ficam submetidas ao MEC.

1965

Ato Institucional N.2 extingue os partidos existentes, atribui à Justiça Militar o julgamento de civis acusados de crimes contra a segurança nacional e confere ao presidente da república poderes para cassar mandatos eletivos e suspender direitos políticos até 15 de março de 1967, entre outros dispositivos.

Início A UNE convoca um conselho para eleger, com mandato-tampão, o presidente que a chefiará até o 27o Congresso, em julho. Alberto Abissâmara, de tendências progressistas, é escolhido.

05/02 Ato Institucional N.3 estabelece eleição indireta para governadores.

01/04 No dia 1o, o Conselho Universitário, presidido pelo reitor Pedro Calmon, dissolve a diretoria do CACO – Centro Acadêmico de Direito UFRJ.

12/04 No dia 12, agentes do Dops e a Polícia Militar impedem com violência uma reunião do CACO – Centro Acadêmico de Direito UFRJ. As aulas são suspensas.

Agosto Surgem os Diretórios Acadêmicos Livres.

23/09 São feitas manifestações contra a Lei Suplicy, no Rio de Janeiro.

03/10 O general Costa e Silva é eleito presidente da república pelo Congresso Nacional.

20/10 O general Castelo Branco decreta o recesso do Congresso Nacional até 22 de novembro em função da não aceitação de cassações.

1966

1966 a 1973 É o período da ilegalidade da UNE.

Março Uma passeata em Belo Horizonte contra o regime militar é brutalmente reprimida. A violência desencadeia passeatas estudantis em outros estados.

28/07 a 02/08 Mesmo na ilegalidade, é realizado o XXVIII Congresso da UNE, em Belo Horizonte, que marca a oposição da entidade ao Acordo MEC-Usaid. O congresso acontece no porão da Igreja de São Francisco de Assis. O mineiro José Luís Moreira Guedes é eleito presidente da UNE.

Setembro As aulas na Faculdade Nacional de Direito são suspensas e 178 estudantes paulistas são presos durante um congresso realizado pela UNE-UEE, em São Bernardo do Campo.

O General Castelo Branco cria o Movimento Universitário para o Desenvolvimento Econômico e Social (Mudes).

14/09 Alunos da Faculdade Nacional de Odontologia entram em greve de protesto e colocam cartazes nas imediações da faculdade. Há choque entre os estudantes e policiais do Dops.

18/09 A UNE decreta greve geral.

22/09 A UNE elege o dia 22 como o Dia Nacional de Luta contra a Ditadura.

23/09 A polícia invade a Faculdade de Medicina da UFRJ e expulsa estudantes com violência. O episódio ficou conhecido como o Massacre da Praia Vermelha.

1967

24/01 Promulgada a nova Constituição do Brasil.

11/03 O general Castelo Branco edita nova Lei de Segurança Nacional.

15/03 O general Costa e Silva é empossado na Presidência da República.

Agosto É realizado o XXIX Congresso da UNE, em Valinhos (SP), na clandestinidade. Luís Travassos é eleito presidente da entidade.

1968

28/03 O estudante Edson Luís de Lima Souto é morto durante conflito com a PM no restaurante Calabouço, no Rio de Janeiro (RJ).

29/03 Marcha de 50 mil pessoas repudia o assassinato de Edson Luis de Lima Souto.

29/03 A UNE decreta greve geral dos estudantes.

30/03 O ministro da Justiça, Gama e Silva, determina a repressão das passeatas estudantis.

01/04 Inúmeras passeatas estudantis irrompem em várias capitais brasileiras.

22/05 Lei N. 5.439 estabelece responsabilidade criminal para menores de 18 anos envolvidos em ações contra a segurança nacional.

04/06 Sessenta e oito cidades são declaradas áreas de segurança nacional e, por isso, seus eleitores ficam impedidos de escolher pelo voto direto, os respectivos prefeitos.

21/06 Prisão de trezentas pessoas na Universidade federal do Rio de Janeiro. As aulas são suspensas.

25/06 O ministro da Justiça, Gama e Silva, proíbe passeatas e comícios - relâmpago.

26/06 Passeata dos Cem Mil no Rio de Janeiro.

16/07 Greve de Osasco (SP) inicia-se com a ocupação da Cobrasma.

29/08 Invasão do campus da Universidade Federal de Minas Gerais por tropas federais.

30/08 Invasão do campus da Universidade de Brasília por tropas policiais resulta em violência.

02/10 Invasão do prédio da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP) pelo Comando de Caça aos Comunistas e outros grupos.

Outubro É realizado clandestinamente o XXX Congresso da UNE, em Ibiúna (SP).

12/10 Prisão de estudantes em Ibiúna durante congresso da UNE. São presas mais de 700 pessoas, entre elas as principais lideranças do movimento estudantil: Luís Travassos (presidente eleito), Vladimir Palmeira, José Dirceu, Franklin Martins e Jean Marc Von Der Weid.

13/12 Ato Institucional N. 5 torna perenes os poderes discricionários que atribui ao presidente da República. O Congresso Nacional é posto em recesso.

Com o decretado AI-5. Centros cívicos substituem os grêmios estudantis.

1969

Inicio A UNE tenta manter uma direção com a eleição de Jean Marc Von Der Weid através dos Congressinhos Regionais.

26/02 Decreto-Lei N.477 dispõe sobre infrações disciplinares praticadas por professores, alunos, funcionários ou empregados de estabelecimentos de ensino. Que penaliza professores, alunos e funcionários de estabelecimentos de ensino público (até 1973, esse decreto atingiria 263 pessoas, a maioria estudantes).

16/05 O Ato Institucional N. 10 , dentre outros efeitos, levaria centenas de professores universitários à aposentadoria.

01/07 Criação da Operação bandeirantes (Oban), embrião da polícia política conhecida como “sistema Codi-Doi” que seria implantada em todo o país nos moldes da Oban.

31/08 Junta Militar, formada pelos ministros militares, assume o poder em função da doença de Costa e Silva, impedindo a posse do vice-presidente da República, que não concordara com o Ato Institucional N.5.

Setembro O presidente da UNE, Jean Marc Von Der Weid, é preso.

05/09 O Ato Institucional N. 14 estabele a pena de morte.

30/10 Posse do general Emílio Garrastazu Médice na presidência da República, já que fora caracterizada a incapacitação definitiva do general Costa e Silva.

1970

Inicio Com quase todas as lideranças presas ou exiladas, o movimento estudantil realiza atos isolados, dentre eles uma missa pelo segundo aniversário da morte de Edson Luís.

10/02 Estabelecimento da censura prévia de livros e revistas pelo decreto-lei N. 1.077.

20/05 Início das operações oficiais do CIE.

20/05 Decreto N.66.608 cria o centro de Informações de Segurança da Aeronáutica (Cisa).

1971

30/03 Decreto N.68.447 reorganiza o Centro de Informações da Marinha (Cenimar).

Setembro Honestino Guimarães, vice de Jean Marc Von Der Weid, é efetivado presidente da UNE, em micro congresso.

07/09 Morte de Carlos Lamarca

Novembro O governo passa a editar “decretos reservados”.

1972

Inicio A AP passa a denominar-se Ação Popular Marxista-Leninista (APML).

O presidente da UNE, Honestino Guimarães, desaparece.

Março Inaugurada a Escola Nacional de informações

12/04 O Exército inicia o combate à guerrilha comandado pelo PC do B na região do Araguaia.

1973

30/03 Alexandre Vannucchi Leme, aluno da Universidade de São Paulo (USP), é preso e morto pelos militares. A missa em sua memória, realizada em 30 de março na Catedral da Sé, em São Paulo, é o primeiro grande movimento de massa desde 1968.

14/09 A Arena homologa o nome do general Ernesto Geisel como candidato à presidência da república.

07/10 Início de nova tentativa, pelo Exército , de combate à guerrilha do Araguaia.

Dezembro O Exército derrota a guerrilha do Araguaia.

1974

Inicio O Colégio Eleitoral homologa o nome do general Ernesto Geisel para a presidência da República.

É criado o Comitê de Defesa dos Presos Políticos na Universidade de São Paulo (USP).

1975

30/01 O ministro da justiça anuncia que continuam as atividades de repressão ao comunismo e à subversão.

26/10 Anunciada a morte do Jornalista Vladimir Herzog em dependências do II Exército (SP)

1976

17/01 Morte do operário Manuel Fiel Filho em de pendências do II Exército (SP). O general Geisel exonera o general Ednardo Dávila Melo do comando do II Exército em função doas mortes de Vladimir Herzog e de Manuel Fiel Filho.

19/08 Bombas explodem na ABI e na OAB.

1977

01/04 Decretado o recesso do Congresso Nacional por 14 dias. Durante o período, o gen. Geisel edita uma série de medidas conhecidas como “pacote de abril”.

1978

Maio Greve dos metalúrgicos de São Bernardo do Campo

15/10 O colégio Eleitoral referenda o nome do general João Figueiredo para presidente da república.

1979

01/01 Extinção do AI-5.

15/03 Posse do general João Baptista de Oliveira Figueiredo como presidente.

28/08 Decretada a anistia pelo governo Figueiredo.

29/11 Fim do bipartidarismo

1980

27/08 Carta-bomba explode na sede da OAB e mata a secretária Lydia Monteiro. Desde janeiro diversas bombas explodiram ou foram encontradas no país.

1981

30/04 Integrantes do DOI do I Exército explodem acidentalmente uma bomba que planejam usar num atentado durante show de música no Rio Centro (RJ)

1982

15/11 A oposição, em conjunto, conquista maioria na Câmara dos deputados.

1983

Inicia-se uma campanha pelas eleições diretas para a Presidência da República.

1984

25/04 A emenda constitucional restabelecendo as eleições diretas para presidente da República é derrotada no Congresso Nacional.

1985

15/01 Tancredo Neves e José Sarney vencem no Colégio Eleitoral a disputa com Paulo Maluf pela Presidência da República.

15/03 Posse do vice-presidente José Sarney na presidência da república em função de doença de Tancredo Neves.

21/04 Morte de Tancredo Neves.

1988

05/10 Promulgada nova Constituição da República definida pelo Congresso Nacional, mantendo no Título V e Capítulo I o estado de Defesa e do estado de Sítio, com restrições aos direitos de reunião, sigilo de correspondência e de comunicação, além de manter a proibição de sindicalização e greve aos militares.

2005

04/07 Criado pelo Departamento de Sociologia e Ciência Política da UFSC o Memorial dos Direitos Humanos.


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CONCLUSÃO:


O período negro de nossa história, conhecido como ditadura militar foi marcado de inúmeras contradições.


 De um lado ocorreu a suspensão de direitos políticos e civis, torturas e mortes nos calabouços dos quartéis e delegacias espalhados pelo país; bem como seqüestro e guerrilhas.


 Alguns estudiosos e historiadores são contra aquele período negro por achar que nada justifica tal coisa nefasta.


 Contudo outros defenderam a tese, e ainda defendem o golpe de 64 como algo necessário à época, diante das incertezas políticas do mundo de então.


O fato concreto desse período é que ocorreram erros gravíssimos no tocante à liberdade de expressão, de escolha, e de direitos.


 Mas negar também que houve avanços que se quer foram alcançados nos dias de hoje após a redemocratização do país seria hipocrisia.


O governo de Tancredo neves não chegou a se realizar, mas o de José Sarney, seguido por Fernando Collor de Mello, Itamar franco, Fernando Henrique Cardoso, e atualmente o do presidente Luiz Inácio lula da Silva; continuam devendo muito ao que foi feito em vinte anos pelo Brasil no tocante a obras de infra-estrutura ao País, exceto hidrovias e ferrovias.


Posso não concordar com a ditadura militar em muitos aspectos, mas não posso deixar de concordar com o historiador Carlos Hernán Tercero no relato que faz sobre o período denominado ditadura militar e seus avanços no tocante ao planejamento do País, é claro que os pobres, como em qualquer do mundo, pagaran o preço, coisa comum no capitalismo...


 Eles cometeram muitos erros também nesse sentido, tais quais a transamazônica, dentre muitos, mas negar que estes governos possibilitaram ao Brasil chegar ao terceiro milênio com todas as condições de ser uma superpotência seria uma ditadura auto-imposta à inteligência.


 Basta lembrar que o Proálcool foi reativado, e hoje possibilitam o Brasil se tornar um dos maiores exportadores do mundo de combustíveis renováveis.


 No campo da energia nuclear, somos invejados e constantemente assediados a revelar o segredo por trás de nossa tecnologia de centrífugas.


 A outrora indústria bélica brasileira que exportava para o mundo todo, principalmente países como o Iraque e Irã, agora já não existem mais.


 Nossa tecnologia espacial está refém dos planos econômicos, e praticamente extintos desde que os governos democraticamente eleitos assumiram o poder.


O exemplo clássico disso foi à explosão na base de Alcântara, no Maranhão - conspiração da cia e tio SAM por motívos óbvios - dentre outras coisas.


 Morreram ali pessoas de intelecto e conhecimentos dos quais o Brasil levará décadas para repor. Isto se os cientistas que ainda restarem no Brasil, não forem contratados a peso de ouro para trabalhar em outras nações, como vem ocorrendo há bastante tempo devido ao descaso desses governos eleitos que priorizam primeiramente sua reeleição, e depois suas bases eleitorais, e se sobrar tempo; por último o Brasil.


 Seria maravilhoso a essa nação se as pessoas que são contra a ditadura, e tudo de mal que ela causou, se unissem a todos aqueles que lutaram contra ela, e ao menos programassem políticas públicas voltadas para o desenvolvimento da nação como um todo.


À época da guerra fria e suas políticas mesquinhas está encerrada; juntamente com todo seu passado nefasto. Agora cabe esta nação ser um pouco mais do que é atualmente, e crescer no ritmo que se fazia quando este país tinha apenas 90 milhões de habitantes.

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COMO TUDO TEM UMA CONTESTAÇÃO, AQUI VAI A PARTE CANALHA DA DITADURA...
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OS CRIMES DA DITADURA MILITAR...


Por David da Costa Coelho


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Qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento de história sabe que a ditadura militar implantada no dia 1º de abril de 1964, retornada pelos milicos golpistas para o dia 31 de março


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- porque não ficava bem um movimento de ‘libertação’ nacional no dia da mentira –


não passou de um plano conspiratório das elites latifundiárias nacionais, da igreja católica, também grande latifundiária e eternamente mamando nas tetas do poder, e dos nossos grandes empresários que se beneficiavam dos lucros exorbitantes e do arrocho salarial ano a ano, e não repor as perdas dos salários dos trabalhadores...


http://oportaldoinfinito.blogspot.com/2011/10/os-crimes-da-ditadura-militar.html
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Fontes:
http://www.historiadobrasil.net/ditadura/
http://www.polestrare.com.br/obrasilquedavacerto.htmhttp://www.tg3.com.br/ditadura/
REALIZAÇÃO - Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea
Do Brasil (CPDOC) da Fundação Getúlio Vargas.
COORDENAÇÃO GERAL DO PROJETO - Helena Bomeny
CONCEPÇÃO E SUPERVISÃO - Aline Lopes de Lacerda, Américo Freire,
Helena Bomeny, Marly Silva da Motta, Mônica Almeida Kornis.
AUTORES DO VOLUME 1 - Américo Freire, Helena Bomeny, Marly Silva da Motta.
AUTORES DO VOLUME 2 - Alexandra de Mello e Silva, Alzira Alves de Abreu,
Américo Freire, Celso Castro, Dulce Pandolfi,
Fernando Lattman-Weltman, Letícia Pinheiro,
Marieta de Moraes Ferreira, Mário Grynszpan,
Mônica Almeida Kornis, Mônica Velloso.
EDIÇÃO DO TEXTO ORIGINAL: Dora Rocha



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